A Importância Da Música No Desenvolvimento Infantil

Snyders (1997, p. 104) afirma que:
A música não pinta o amor ou a aspiração de um dado individuo em dadas circunstâncias, ela pinta a própria paixão, o próprio amor, a própria aspiração. A música supera as particularidades que certamente distinguem, mas também estreitam. Transcendendo as variações acidentais, acessórias, ela nos faz viver uma generalidade, porém concreta, imediata; o que a generalidade do conceito ou da palavra não chega a realizar.
Através da música o ser humano consegue uma forma de expressar-se sentimentalmente, traz consigo a possibilidade de exteriorizar as alegrias, as tristezas e as emoções mais profundas, emergindo emoções e sentimentos que as palavras são muitas vezes incapazes de evocar. Além disso impulsiona a expressão corporal e faz com que o corpo vibre com a excitação que o abala.
Quanto à musicalização nas escolas, as opiniões foram diversificadas:
É um dos valiosos instrumentos que ajuda na aprendizagem, pois ela favorece ao aluno o ato de aprender.
É importantíssima, porém faz-se necessário ressaltar que deve ser direcionada, para não ser apenas uma aula de curtição.
A música é importante para trabalhar temas atuais, assim o aluno desperta o senso critico, analisando a letra da música. Relacionando-as com a realidade da sociedade.
É uma linguagem cujo o conhecimento se constrói  e não um produto pronto e acabado. Então a musicalização na escola é essencial.
Traz alegria, descontração, entusiasmo, tudo o que precisa-se para o trabalho escolar.
Através da musicalização os alunos ampliam suas relações com o espaço natural ou construído, até mesmo se expressando a partir de seu esquema corporal, não percebendo que assim, estará transferindo os elementos expressivos encontrados nos estímulos sonoros das composições musicais.
Percebe-se que a musicalização para todos os envolvidos na pesquisa possui um valor significativo, quanto o processo de ensino e aprendizagem do alunado. Através da educação musical é possível despertar o interesse do aluno pela música, fazendo com que conheça a pluralidade da linguagem musical. Além disso a escola deve criar situações para que o aluno possa vivenciar, analisar e compreender a produção artística musical.
Todos os professores envolvidos na pesquisa afirmam que gostam de trabalhar a música em sala de aula, buscando alcançar os objetivos propostos. Segundo as respostas, a música:
Aumenta o interesse pela aprendizagem;
Facilita a assimilação;
Descontrai;
Desenvolve ritmos;
Torna a aprendizagem significativa;
Melhora a interação e a confiança em si mesmo;
Estimula o desenvolvimento corporal;
Amplia as experiências sensoriais, afetivas e intelectuais.
A música é um poderoso veículo para criar situações onde os alunos tornam-se sensíveis, adaptados, produtivos e felizes, por isso precisa-se arregaçar as mangas e trabalhar, buscando novas formas de ensinar, propiciando ao aluno a afirmação de sua identidade, domínio, controle, desenvolvimento da parte afetiva, cognitiva, motor e social.
Através da música o educador tem uma forma privilegiada de alcançar seus objetivos, podendo explorar e desenvolver características no aluno. O individuo com a educação musical cresce emocionalmente, afetivamente e cognitivamente, desenvolve coordenação motora, acuidade visual e auditiva, bem como memória e atenção, e ainda criatividade e capacidade de comunicação.
O ensino da música deve ser considerado na educação escolar da mesma forma que outras áreas do conhecimento, como a Matemática, a Língua Portuguesa, a História, etc., a escola é uma instituição na qual pode desenvolver a musicalização, sendo instituído e adquirido.
A LDB vem dar essa garantia na medida em que torna o conhecimento artístico obrigatório no currículo do Ensino Fundamental. Isso requer um maior interesse por parte da escola e dos professores pelo ensino da música na escola.
Nas palavras de Saviani (2000):
A educação musical deverá ter um lugar próprio no currículo escolar. Além disso, porém, penso ser necessário considerar uma outra alternativa organizacional que envolve a escola como um todo e que, no texto preliminar que redigi para encaminhar para a discussão do projeto da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, traduzi através do enunciado do artigo 18 do anteprojeto, nos seguintes termos: os poderes públicos providenciarão para que as escolas progressivamente sejam convertidas em centros educacionais dotados de toda a infra-estrutura física, técnica e de serviços necessária ao desenvolvimento de todas as etapas da educação básica.(Revista Presença Pedagógica, 2004, p. 17)
Com isso percebe-se que a música não pode estar dissociada das práticas cotidianas dos alunos, uma vez que atividades musicais que envolvem o canto, a dança, o movimento e a improvisação já fazem parte do ambiente das crianças, no meio familiar ou fora dele.
O trabalho com a música deve ser desenvolvido nas escolas, dentro do planejamento, envolvendo os conteúdos de acordo com o nível de escolaridade do aluno. Com o intuito de fazer com que os alunos consigam captar com mais facilidade os objetivos a serem atingidos. Desta forma constata-se que a música é utilizada como meio incentivador na aprendizagem dos alunos, onde segundo as respostas:
Cantando, a gente brinca, brincando eles aprendem;
A música é riquíssima, quando se coloca a música certa para o conteúdo adequado, os dois geram uma aprendizagem para o aluno, pois é um meio gostoso;
Iniciar um projeto com música é importante, o cantar a música é um excelente treino à leitura;
Através da música as crianças, mesmo as mais tímidas, começam a expressar-se e participar da aula.
Pela música podemos tirar muitos talentos em sala de aula
Toda e qualquer música cantada na sala de aula deve buscar um espaço para evocar, pensar, criar meios próprios de expressão, para representar o movimento interior de compreensão de situações vivenciadas.
Ao criar um ambiente musical na escola, pode-se notar que o interesse das crianças aumenta e a participação flui de maneira mais livre e solta. Desta forma através da criatividade o professor pode tornar as aulas mais ricas e interessantes, através da música a sensibilidade e atenção dos alunos crescem, e desenvolve sua capacidade de concentração, raciocínio, memória, os benefícios da utilização da música na educação se estendem por todas as áreas de aprendizagem.
Os tipos de músicas mais utilizadas em sala de aula, de acordo com os questionários, são:
Cantigas de roda;
Músicas Popular Brasileira;
Músicas Religiosas;
Músicas diversificadas, escolhidas pelos alunos;
Poemas musicados de Vinicius de Moraes;
Músicas Gospel;
Músicas Clássicas;
Músicas Infantis.
Os estilos de músicas trabalhadas pelos professores são escolhidos de acordo com o interesse da maioria dos alunos, pois desta forma há maior participação e desenvolvimento no processo de ensino e aprendizagem. Entretanto faz-se necessário mostrar a importância de trabalhar vários estilos de músicas, mostrando as diferentes sensações que elas causam.
O professor deve manter-se atento aos interesses e às necessidades dos alunos, para que eles venham a ter prazer pelas atividades propostas. O educador pode, utilizando-se da música realizar um excelente trabalho e conseguir em suas aulas um ambiente tranqüilo e ao mesmo tempo ativo.
De acordo com Penna (apud Revista Presença Pedagógica, 2002, p. 41):
O mais importante é que o professor, consciente de seus objetivos e dos fundamentos de sua prática – onde a música deve ser encarada como uma produção e um meio educativo para a formação mais ampla do individuo – assuma os riscos – a dificuldade e a insegurança – de construir o seu caminho do dia-a-dia, em constante reavaliação.
As atividades pedagógicas propiciadas através da linguagem musical dizem respeito à relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. O modo de conceber o processo e o objeto dessa aprendizagem é que valoriza a ação pedagógica inserida na prática social concreta, tornando-a mediadora entre o individual e o social.
Professor e aluno devem buscar um consenso ao selecionar um repertório, ou mesmo um tema a ser abordado em sala de aula, o processo de ensino e aprendizagem envolve uma conscientização e disposição para esclarecer a real proposta da educação musical, estando em sintonia com as necessidades, as expectativas e a formação integral do aluno.
Percebe-se através das respostas que praticamente todos os alunos participam de aula musicada, até mesmo os mais tímidos, que aos poucos vão se soltando e demonstrando interesse pela música.
Para Tourinho, 1995 (Revista Presença Pedagógica, 2002, p. 45), trabalhar com a música de que o aluno gosta é uma forma de trazer motivação para o processo de ensino-aprendizagem.
Neste contexto nota-se que na prática educativa deve-se procurar, através dos conteúdos e métodos, respeitar os interesses dos alunos e da comunidade onde vivem e constroem suas experiências.
Os professores podem e devem trabalhar todo o tipo de música: “popular”, “clássica”, “massa”, “folclórica”, “consumo”, “vanguarda”, “religiosa”, entre outras, pois reforçam a pluralidade do universo musical.
Beineke (2001) afirma que:
A música ajuda a demarcar ‘territórios culturais’, identificando grupos e formas de vida. Trabalhando-se com adolescentes, por exemplo, pode-se observar a quantidade de rotulações que eles dão à música, como ‘música de criança’, ‘música de velho’, ‘música de amor’, ‘música de gay’, ‘música de igreja’, ‘música de dançar’, ‘música pra dormir’, entre tantas outras. Às vezes o professor não tem acesso às representações que a música tem para os alunos ou não questiona a forma como essas representações são construídas, o que pode envolver uma série de estereótipos que não são explicitados e discutidos criticamente.
Dessa forma entende-se que o professor deve procurar conhecer todos os tipos de músicas envolvidas no meio social dos alunos, bem como as representações utilizadas por eles, observando os objetivos da educação para a compreensão da cultura musical e buscando encontrar a idéia-chave que sirva para que os alunos estabeleçam correspondência com outros conhecimentos e com sua própria vida.

Resenha sobre : Projeto com Música / Vogais

 O projeto  com música pode ter  como objetivo principal desenvolver a sensibilidade, a criatividade, a socialização e o gosto artístico, valorizar os vários gêneros musicais, oferecendo oportunidade para que as crianças façam descobertas auditivas e criações sonoras, ampliando assim seu conhecimento de mundo.
Dentre muitas atividades pode-se introduzir  conteúdos curriculares de forma lúdica e prazerosa utilizando-se de musicas variadas como, por exemplo, a música “As Vogais” para trabalhar as vogais.
 Onde a professora em um primeiro momento  cantam a música com as crianças, realizam gestos, trabalhando toda a ludicidade da mesma. Depois as crianças conheceram a letra da música, esta por sua vez digitada e trabalhada, onde todos possam visualizar as vogais circula-ls. Após ter realizar todo este trabalho de introdução de cada vogal, as crianças podem fazer a ilustração das músicas. Vale ressaltar que este tipo de música pode ser trabalhada em 5 etapas, cada uma delas trabalhando uma vogal. As crianças ficarão tão encantadas com essa atividade que, cantam, gesticulam , dançam ...

Musicalização Infantil

O que é a musicalização?
Em termos específicos, é tornar um indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical.
Em termos práticos, é a pré-escola da música. É a música agindo pela música.
Com a reunião e o desenvolvimento dos métodos é que buscamos atender musicalmente as vivências das crianças, através de sua participação criadora. Pelo aproveitamento desse dom é que se consegue ingressá-los não só na atividade musical, e na forma de expressão, mas também na aprendizagem musical de aquisição de conhecimentos básicos. Efetua-se dessa forma, a musicalização através da atividade intuitiva, que cria um estado mental intelectual favorável à aquisição de conhecimentos musicais.
Quando uma criança ingressa na pré-escola, quais são os objetivos almejados pelos pais, além do início da alfabetização de seu filho? Transferindo estes aspectos para termos musicais e encontraremos aqui uma potente ferramenta de educação voltada para o desenvolvimento global da criança.
O desenvolvimento da musicalidade nas crianças deve estar em conformidade com sua vivência musical e com os métodos utilizados. A musicalização , por si só, já se inicia no lar, com a oferta de ferramentas à criança para que ela descubra os sons e seu universo (discos, canções, instrumentos, objetos sonoros variados, gravuras relacionadas, etc). Na escola, no entanto, deverá se realizar o direcionamento deste interesse para o desenvolvimento de outros aspectos ligados à criança (criatividade, coordenação motora, lateralidade, lógica, estética, etc). Não aconselhamos que se inicie nesta idade o aprendizado musical, que difere da musicalização pelo fato de que, no primeiro, tratamos da aprendizagem de manuseio técnico de um instrumento musical, que deverá aparecer numa segunda etapa, com aproveitamento da musicalização já trabalhada e com a criação do vínculo e do gosto entre a música e a criança.
Por que musicalizar?
A musicalização, além de transformar as crianças em indivíduos que usam os sons musicais, fazem e criam música, apreciam música, e finalmente se expandem por meio da música, ainda auxiliam no desenvolvimento e aperfeiçoamento da:
    - Socialização - Alfabetização - Inteligência - Capacidade inventiva - Expressividade - Coordenação motora e tato fino - Percepção sonora - Percepção espacial - Raciocínio lógico e matemático - Estética
O objetivo central da educação musical é a educação pela música, que engloba vários aspectos do desenvolvimento humano. Entre estes, citamos:
1. Desenvolvimento da manifestação artística e expressiva da criança
A educação musical pretende desenvolver na criança uma atitude positiva para este tipo de manifestação artística, capacitando-a para expressar seus sentimentos de beleza e captar outros sentimentos, inerentes a toda criação artística.
Assim como se utiliza da palavra ou gestos para manifestar suas idéias, terá como meio de expressão mais uma forte ferramenta na construção de seus argumentos - a música. As crianças tendem a pensar na música como sendo sobre "coisas", isto é, como contando histórias, expressando idéias, vivendo situações.
Há estudos sobre crianças autistas (Gardner - As artes e o desenvolvimento humano), em que "estas crianças, extremamente perturbadas e que freqüentemente evitam o contato interpessoal e talvez nem falem, possuem capacidades musicais incomuns. Isto talvez, porque houvessem escolhido a música como principal canal de expressão e comunicação, ou também porque a música é tão primariamente hereditária e que precisa de tão pouca estimulação externa quanto o falar ou andar de uma criança normal." Por exemplo, uma criança de 18 meses que cantava árias de ópera, embora só viesse a falar com 3 anos de idade; de 30 crianças autistas, apenas uma não mostrava interesse pela música.
2. Desenvolvimento do sentido estético e ético
Durante o processo de criação e depuração dos elementos musicais, ou mesmo no processo de expressão, busca-se aí o equilíbrio e a crítica sobre o conceito do belo, do pleno, do satisfatório. As campanhas de mídia pelas quais passamos nestes dias, trabalham muito fortemente sobre nosso poder de julgamento e decisão . Muitas vezes, esquecemos se algo é realmente bom, ou bonito ou dispensável. Simplesmente aceitamos. A criança tem sido um grande alvo da mídia e também sofre esta influência.
Através da música, com seus valores estéticos intrínsecos, e de atividades voltadas especialmente para o desenvolvimento do valor estético, pretende-se resgatar o sentido do belo e do justo em relação às coisas que nos rodeiam e também às nossas atitudes. O poder de escolha intermedia a busca da estética, e esta exteriorização é a base da ética.
3. Desenvolvimento da consciência social e coletiva/ética
Quando a criança canta, ou está envolvida com papéis de interpretação sonora em coletividade, sente-se integrada em um grupo e adquire a consciência de que seus componentes são igualmente importantes. Compreende a necessidade de cooperação frente aos outros, pois da conjunção de esforços dependerá o alcance do objetivo comum.
Quando estuda música em conjunto, torna-se mais comunicativa e convive o tempo inteiro com regras de socialização. Existe a possibilidade de respeitar o tempo e a vontade do outro, criticar de forma construtiva, ter disciplina, ouvir e interagir com o grupo.
4. Desenvolvimento da aptidão inventiva e criadora
A educação através das artes proporciona à criança a descoberta das linguagens sensitivas e do seu próprio potencial criativo, tornando-a mais capaz de criar, inventar e reinventar o mundo que a circunda.
E criatividade é essencial em todas as situações. Uma criança criativa raciocina melhor e inventa meios de resolver suas próprias dificuldades.
A criança se envolve integralmente com a música e a modifica constantemente, exercitando sua criatividade, e transformando-a pouco a pouco numa resposta estruturada de acordo com seus objetivos.
A criatividade é ilimitada no ser humano. Atualmente, com o crescimento tecnológico e a busca de soluções cada vez mais aprimoradas para os problemas vividos pelo homem atual, busca-se incansavelmente o desenvolvimento da imaginação humana, semente de toda a evolução.
5. Busca do equilíbrio emocional
Para os gregos, a educação musical aprimorava o caráter e tornava úteis os homens em palavras e ações, e os estudos de música começavam na infância e se estendia por toda a vida.
Também o jogo musical, que não se liga a interesses materiais ou competitivos, mas absorve a criança, estabelece limites próprios de tempo e espaço, cria a ordem e equilibra ritmo com harmonia.
6. Reconhecimento dos valores afetivos
Para Piaget, o afeto é o principal impulso motivador dos processos de desenvolvimento mental da criança e, para Celso Antunes, a afetividade pode ser construída através de estímulos adequados e medidos. Através da música e de seu processo de criação, torna-se aqui a criança o criador, o gerador, formando um eterno vínculo com sua produção ou autoria . "Fui eu quem fiz!" eles dizem com satisfação. Este é fator positivo para o desenvolvimento de sua auto-estima e identificação de suas motivações.

Como se processa o Desenvolvimento Musical da Criança?



DESENVOLVIMENTO MUSICAL DA CRIANÇA

Cada crianças é única e desenvolve-se segundo o seu próprio ritmo. No entanto, há um padrão de desenvolvimento no âmbito musical que é comum a todas elas. 



ETAPAS


ANTES DO NASCIMENTO

  • Uma criança no ventre materno ouve sons 20 semanas após a concepção. 


DOS 0 AOS 18 MESES

  • Da concepção até aos 18 meses o seu filho desenvolve-se rapidamente e a sua resposta à actividade musical é não só gratificante mas altamente benéfica para o seu deenvolvimento geral.

  • Quando nascem podem já ouvir sons agudos, podem acalmar-se com sons graves  e localizar sons produzidos à sua frente. Assustar-se-ão com sons repentinos e altos.

  • Por volta das quatro semanas preferem os sons agudos e começam a responder ao som da voz dos pais. São capazes de reconhecer se o som vem de frente ou de trás.

  • A partir dos três meses podem já responder activamente à música através, por exemplo, do balanceamento ou da mudança de posição. Podem já vocalizar sons vogais como o «aaah», «eeeh» ou «oooh».

  • Às 20 semanas começam a reconhecer as vozes familiares e a responder de modo diferente a vozes estranhas. 

  • Por volta dos 6 meses começam a imitar sons.

  • Às 28 semanas começam a olhar em direcção a sons produzidos por cima ou por baixo de si e a distinguir melodias.

  • Aos 9 meses começam a responder a melodias familiares. O seu palrar pode seguir um padrão semelhante.

  •  A partir de 1 ano de idade perderão a capacidade de ouvir sons muito agudos mas começam a descobrir o pulso musical e a criar sons ao martelarem com objectos de brincar.

  •  Algumas crianças dizem as primeiras palavras aos 8 meses. A maioria começa a falar a partir dos 18 meses e algumas demoram mais algum tempo. Cantar para o seu filho pode ajudar a acelerar o processo.


DOS 18 MESES AOS 3 ANOS

  • A partir dos 18 meses as crianças podem começar a responder à música de um modo coordenado.

  • A capacidade da fala pode desenvolver-se mais rapidamente através do canto e da imitação. 

  • - O movimento e a resposta à música podem ajudar a desenvolver a memória e a coordenação mãos/olhos.

  • Aprendem a distinguir sons altos e baixos, rápidos e lentos.

  • Começam a tomar consciência  de uma batida na música e a reconhecer ritmos diferentes.

  • Começam a aprender as palavras de canções simples e a desenvolver a coordenação necessária para tocar instrumentos simples, nomeadamente tambores e campaínhas. Isto sucede quando começam a cooperar com outras crianças.

DOS 3 AOS 5 ANOS

  • As crianças começam a ter maior consciência da intensidade e ritmo dos sons.

  • Aprendem a cantar canções mais complexas à medida que evoluem as suas capacidades de fala e as suas cordas vocais.

  • Enfrentam melhor as sofisticadas variações da música.

  • Tem mais prazer em tocar e explorar novos sons de novos instrumentos musicais. 


DOS 5 AOS 7 ANOS

  • As crianças adquirem maior força vocal, aumentando a sua amplitude. 

  • Desenvolvem uma melhor memória musical através da repetição de canções e de padrões. Começam a compreender conceitos musicais simples.

  • São capazes de tocar instrumentos simples de percussão e, dada a oportunidade, serão capazes de elaborar curtas melodias em instrumentos de teclas e xilofones.

  • Algumas crianças podem desenvolver por esta altura uma paixão pela música pop, embora também possa acontecer mais cedo.

  • Esta é uma idade crucial que necessita de encorajamento porque muitas crianças, especialmente os rapazes, páram naturalmente de cantar e mostram-se relutantes em continuar com a prática de instrumentos musicais. 


DOS 7 AOS 11 ANOS

  • As crianças podem actuar e compor com uma maior confiança.

  • Talvez possam querer aprender um instrumento.

  • Tornam-se mais familiarizadas com computadores e começam a descobrir a tecnologia musical.

  • Desenvolvem o gosto pela música. - Aprendem a improvisar.

  •  - Começam a discutir e a avaliar a música. 

 

DOS 11 AOS 14 ANOS

  • Começam a experimentar as alterações físicas decorrentes da puberdade e adolescência.

  • A partir dos 11 anos, a voz dos rapazes começa a mudar e a das raparigas tornar-se mais profunda. Estas alterações podem ocorrer muito mais tarde.

  • Podem «adoptar» um instrumento musical ou até dois.

  • Podem eventualmente decidir fazer um exame no ensino oficial. 

  • Desenvolvem a técnica vocal e a expressão vocal.

  •  Podem começar a aprender a pensar a música de uma forma mais crítica e analítica.

  • Ganham conhecimentos mais avançados em computadores e em Tecnologias de Informação e Comunicação.

  • Podem começar a pensar em enveredar por uma carreira musical.

  • Desenvolvem a sua própria identidade musical.

  •  Podem desenvolver uma paixão pelos desafios que a música proporciona.  


DOS 14 AOS 16 ANOS

  • Podem começar a pensar em seguir apenas o ensino da música.

  • Podem começar a pensar em seguir uma carreira na música, seja como DJ ou como maestro de musica clássica.

  • Se não aconteceu já, a voz dos rapazes começa a mudar e a das raparigas torna-se mais profunda. 

  • Aprendem a articular as suas opiniões sobre música e a justificar as suas paixões musicais. - Podem decidir aprender a tocar um ou dois instrumentos.   


16  E MAIS ANOS

  • Podem começar a planear a entrada no ensino universitário musical. - Podem começar a concretizar o início de uma carreira musical.  

SUGESTÕES DE ATIVIDADES




Desenvolvimento das atividades

Organize uma roda para iniciar a aula e explique para os alunos a proposta da atividade. Ressalte a importância de ouvir: o sons, a música, o professor; de ver: o espaço, o movimento dos outros colegas; de criar: não importa se o movimento é “feio ou bonito”, “esquisito e/ou engraçado”. O importante é investigar seus movimentos utilizado todas as partes do corpo.


Atividade 1 - Inicie aquecendo o corpo em roda, começando pela respiração abdominal e, pedindo para cada um observar o tempo de sua respiração e o som ou silêncio. Siga o aquecimento pedindo para cada um realizar um movimento que aqueça, e todos repetem Sem música, cada um no seu tempo. O professor pode ao longo deste aquecimento propor mudanças de velocidade, isto é: fazer este mesmo movimento mais rápido, mais lento, muito mais rápido, etc.

Atividade 2 - Separe os alunos em duplas: um aluno emite sons enquanto que o outro responde imediatamente com o corpo/movimento ao som proposto. Como se fosse um “boneco movido ao som” Os dois são criativos neste caso, quem faz o som e quem, responde. Inverta os papéis e repita o exercício formando novas duplas. O professor pode exemplificar fazendo sons diferentes para estimular os alunos: sons estridentes, sons relaxantes, sons calmos, sons aflitivos... Avaliação Ao final do exercício retorne a roda inicial para fechar a aula, propondo nova reflexão: Existiram dificuldades? Quais? Qual a preferência: fazer o som ou ser o boneco? Foi diferente fazer com uma dupla e com outra? O que foi diferente? Peça alguns exemplos de sons que geraram movimentos “interessante/esquisitos/engraçados/legais.” Termine com a respiração do início.É importante que o professor observe os alunos durante todo o tempo, intervindo sempre que achar necessário: estimulando, dando apoio técnico (indicado faltas e/ou outros caminhos), percebendo dificuldades.

Atividade 3- Balões Dançantes: Materiais: balões coloridos; canetas hidrográficas; xerox de fotografias dos participantes; gravuras de animais, frutas, etc.; cola ou fita adesiva; tesouras; aparelho de som.
Participantes: grupamentos de qualquer faixa etária.
Procedimentos prévios:
Encher primeiramente os balões, em quantidade suficiente para cada participante ter o seu. Amarrá-lo para ficar cheio e seguro. No caso de participantes capazes de enchê-los solicitar para cada um fazê-lo.
Dependendo da faixa etária, o participante vai escrever seu nome no balão, ou seja, a primeira letra, para poder identificá-lo. Também pode ser colado o xerox da fotografia do participante ou gravuras que se tenha à disposição para esta atividade.
Atividades (sugestões):
Pôr uma música animada de fundo para dinamizar a atividade (sugestão “Uva de Caminhão” – Assis Valente).
Estabelecer com os participantes que enquanto a música estiver tocando, cada um ficará brincando com seu próprio balão, tentando não deixa-lo cair no chão. No momento que a música parar cada um dos participantes pegará seu balão, com as duas mãos, e falará em voz alta (podem até gritar), seu próprio nome, que estará escrito no balão, ou seja, terá o xerox de sua própria fotografia. No caso de gravuras gritarão o que estão observando nela. Retomar a brincadeira com os balões quando a música recomeçar, repetindo a mesma até que o interesse do grupo diminua.
Outra opção está em deixar os participantes misturarem os balões quando estão brincando com eles, sem deixá-los cair no chão. Quando a música parar, segurar um balão, qualquer, com as duas mãos e gritar o nome que estiver escrito no balão ou figura que observarem nele. Dependendo da idade dos participantes, quem está segurando o balão, procura o dono, gritando o nome escrito no balão para entregá-lo. Ao serem devolvidos todos os balões aos respectivos donos, volta a tocar a música retomando a brincadeira do começo. Repetir enquanto durar o interesse do grupamento.
Uma terceira opção de brincadeira, com os balões consiste em brincar com os balões misturando-os, sem deixá-los cair. Quando a música parar, segurar um balão qualquer e começar a gritar o nome que está escrito nele. Os participantes deverão prestar atenção para ouvirem que os estão chamando para dirigir-se até ele e pegar seu balão de volta. Uma vez de posse cada participante com seu balão recomeçar a brincadeira, repetindo-a tantas vezes quanto durar o interesse dos participantes.
Objetivos: integração do grupo; desinibição dos participantes; identificação de nomes, tanto dos colegas como de objetos; relação direta entre a observação e sua representação verbal; dinâmica corporal global.

Atividade 4- Dança dos círculos
Recorte círculos ou quadrados de cartolina colorida e fixe as figuras no chão com fita crepe. Calcule 1 círculo a menos do total de participantes. As crianças correm ao redor dos círculos e, quando a música pára, tentam sentar - falta um lugar, um participante cai fora a cada rodada. No calor, que tal trocar o papel por bacias cheias de água? Antes, porém, certifique-se de que o piso seja antiderrapante. Essa brincadeira é parecida com a dança da cadeira e desenvolve a coordenação, o ritmo, a concentração e a agilidade.


"Em que contribuem"



...entre outros fins, as atividades rítmicas contribuem para o
desenvolvimento dos sentidos, em especial o da audição, ao fazer do
corpo um dócil instrumento de interpretação do ritmo, contrariando as
tendências à mecanização e à imitação passiva de si mesmo e dos
outros indivíduos.
Música“Utilizada em sala de aula, a música melhora a atenção, concentração, memória, raciocínio lógico e ainda trabalha a emoção”, discorre a musicoterapeuta Ana Paula Cascarani, que ministra a oficina sobre música e desenvolvimento humano.
Especialista em psicopedagogia e mestre em Educação, ela enfatiza que a música favorece o desenvolvimento humano em geral e, principalmente, o infantil, sendo um instrumento a mais para o professor utilizar em classe. “A melodia está relacionada à emoção, o ritmo ao movimento e a harmonia à inteligência. Quando o professor utiliza esses elementos na aprendizagem, a criança aprende com mais facilidade. A música é uma linguagem própria dela, está dentro dela; só precisamos resgatar e saber trabalhar esse ponto”.
A professora-recreacionista Maria de Fátima Fernandes Costa, que participou da oficina sobre a música, achou muito interessante o assunto. “Na Educação Infantil, trabalhamos bastante com música, mas muitas vezes deixamos de aproveitar pontos que poderiam ser mais bem explorados. Aqui está a oportunidade de aprender o que podemos fazer a mais com a música”, analisou.

A importância da música na Infância

Um slide muito interessante explicando sobre a importância da música   para crianças , desde  antes mesmo virem ao mundo..
http://www.slideshare.net/xannoka/a-importancia-da-msica-na-infncia-finaldocx

ATIVIDADE COM MÚSICA!

As cantigas fazem parte da nossa infância e é nosso dever como educadores preservá-las, incentivando nossas crianças a cantá-las, brincarem com elas. Elas não devem servir apenas para alfabetizar, as cantigas devem fazer parte do cotidiano da sala de aula. E por isso, por ser um texto memorizado, é que elas podem servir como textos auxiliares para alfabetização.

O lúdico deve estar presente nesta fase da criança, a alfabetização deve ser vista, como algo prazeroso por ela, e não com exercícios cansativos e repetitivos de cópias e sem significado para a criança. No decorrer do processos de alfabetização os erros vão sendo corrigidos, mas no início o mais importante é a criança ter o prazer em aprender a ler e a escrever.













Música: Meu Pintinho Amarelinho

Meu pintinho amarelinho

Cabe aqui na minha mão

Na minha mão.


Quando quer comer bichinho

Com seus pezinho ele cisca o chão.


Ele bate as asas

Ele faz piu, piu

Mas tem muito medo é do gavião.












Música: A Janelinha

A janelinha fecha

Quando está chovendo

A janelinha abre

Se o sol está aparecendo.


Fechou, abriu
Fechou, abriu, fechou


Abriu, fechou
Abriu, fechou, abriu.















Música: O Jipe

O jipe do padre
Fez um furo no pneu
O jipe do padre
Fez um furo no pneu
O jipe do padre
Fez um furo no pneu
Consertamos com chiclete.















Música: Sapo Cururu

Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo grita, ó maninha!
É que esta com frio.
A mulher do sapo
É que está lá dentro
Fazendo rendinha, ó maninha!
Pro seu casamento.

















Música: Barata

Eu vi uma barata
Na careca do vovô
Assim que ela me viu
Bateu asas e voou
Seu Joaquim, quirim quim
Da perna torta ta ta ta
Dançando conga, ga ga
Com a Maricota, ta ta.

















Música: Borboletinha

Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a madrinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau
Pau-pau.















Música: Cachorrinho está latindo.

Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal
Cala a boca cachorrinho
Deixa o meu benzinho em paz
Crio lê lê
Criô lê lê lá lá
Criô lê lê
Não sou eu quem caio lá.




Música: Motorista

Motorista, motorista
Olha a pista
Olha a pista
Não é de salsicha
Não é de salsicha
Não é não
Não é não

Motorista, motorista
Olha o poste
Olha o poste
Não é de borracha
Não é de borracha
Não é não
Não é não.














Música: Casinha

Fui morar numa casinha-nha
Infestada-da de cupim-pim-pim
Saiu de lá- lá- lá
Uma lagartixa-xa
Olhou pra mim
Olhou pra mim
Olhou pra mim
E fez assim:
Smack... Smack....

SE UM CACHORRO FOSSE PROFESSOR...





Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:

Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.

Nunca perca uma oportunidade de ir passear.

Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.

Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.

Corra, pule e brinque todos os dias.

Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.

Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.

Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

Não importa quantas vezes o outro te magoe, volte e faça as pazes novamente.

Aproveite o prazer de uma longa caminhada.

Se alimente com gosto e entusiasmo.

Coma só o suficiente.

Seja leal.


E o MAIS importante de tudo....

Quando alguém estiver nervoso ou triste,
fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

Pedagogo

Ontem, primeiro dia retornando a rotina normal de aulas,   tivemos uma  espécie de palestra  com a coordenadora do nosso curso de Pedagogia , tratando de assuntos de nosso interesse  , baseado no que  ela  e outro professou nos apresentoi , resolvi  pesquisar mais .. econtrei  algo que  pode definir claramente o que foi passado.

Pedagogo

"Individuo que se ocupa dos métodos de educação e ensino"
Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser pedagogo?

O pedagogo é o profissional especialista em educação, sua função é produzir e difundir conhecimentos no campo educacional. Ele precisa ser capaz de atuar em diversas áreas educativas e compreender a educação como um fenômeno cultural, social e psíquico complexo e capaz de produzir e difundir conhecimentos no campo educacional.

Quais as características necessárias para ser pedagogo?

É preciso ter capacidade de planejamento e execução de planos, dinamismo, além de saber comunicar e transmitir idéias. Este profissional precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade e competência, os problemas do cotidiano, ser flexível, tolerante e atento às questões decorrentes da diversidade cultural que caracteriza nossa sociedade.

Características desejáveis:

  • equilíbrio emocional
  • trabalhar bem em equipe
  • objetividade
  • criatividade
  • gostar de lidar com público
  • capacidade de comunicar-se
  • ter iniciativa
  • gostar de ensino
  • desembaraço

Qual a formação necessária para ser pedagogo?

Para atuar como Pedagogo, é indispensável que o profissional possua o Ensino Superior em Pedagogia que tem duração de quatro anos.
Para se especializar na área de Educação/Ensino, o profissional pode optar por cursos como:
  • Especialização em Administração Escolar;
  • Especialização em Formação de Recursos para Educação Infantil;
  • Especialização em Educação Especial-Deficiência;
  • Mestrado em Educação Escolar.
Atualmente, além da formação comprovada e do domínio das tecnologias de informação e educação, uma das características mais importantes para o pedagogo é a capacidade de gerenciamento da formação continuada.

Principais atividades de um pedagogo

Dentre as atividades do pedagogo destaca-se a administração escolar, onde realiza estudos e pesquisas nas áreas pertinentes á educação e coordenação de cursos visando ao aperfeiçoamento do ensino e suas técnicas; o magistério pré-primário, onde tem como responsabilidade o planejamento, orientação e coordenação de atividades técnico-pedagógicas e administrativas do ensino pré-primário; a educação de deficientes da áudio-comunicação, lecionando, planejando, organizando e coordenando cursos; a orientação educacional a fim de ajudar o aluno a ajustar-se ao ambiente escolar e ao meio social em que vive, através do desenvolvimento da personalidade e do encaminhamento vocacional.
O pedagogo atua também na supervisão de ensino em empresas, na área de Recursos Humanos (organização e coordenação de cursos).

Áreas de atuação e especialidades

  • Administração escolar: gerenciar estabelecimentos de ensino, supervisionando recursos humanos, materiais e recursos financeiros necessários ao funcionamento.
  • Ensino: lecionar no ensino fundamental ou médio e, com pós-graduação no ensino universitário.
  • Educação Especial: desenvolver material didático e lecionar para crianças e adultos portadores de alguma deficiência.
  • Orientação Educacional: orientar e ajudar estudantes no processo de aprendizagem com uso de métodos pedagógicos e psicológicos.
  • Supervisão educacional: orientar e avaliar professores e educadores
    visando à qualidade do ensino.
  • Treinamento de recursos humanos: desenvolver programas de treinamento para funcionários de uma empresa.
  • Assessoria pedagógica em serviços de difusão cultural (museus, centros culturais) e de comunicação de massa (jornais, revistas, televisão, editoras, rádios, agências de publicidade);
  • Terceiro Setor (ONGs): na coordenação de programas e projetos de natureza educativa nas áreas da saúde, meio-ambiente, trânsito, promoção social, lazer e recreação, etc.

Mercado de trabalho

Este é um mercado de trabalho bastante concorrido, mas que está sempre em expansão tanto no setor público como no privado, devido à demanda da escola gerada pelo crescimento demográfico. Uma garantia disso é que a educação é o único setor que tem desde a constituição de 1998, recursos públicos obrigatoriamente vinculados que devem ser destinados para a educação.
Os mais bem preparados têm o seu lugar assegurado no mercado de trabalho. Aí está a grande importância em escolher a escola que cursará Pedagogia.

Curiosidades

A história da educação e da formação de profissionais habilitados para ensinar, no Brasil, começou com os jesuítas, ordem religiosa que veio juntamente com os colonizadores na tentativa de catequizar os índios. Em 1759 os jesuítas foram expulsos do território brasileiro, na época eles mantinham 36 missões, 17 colégios e seminários, além de inúmeras escolas de primeiras letras. Depois da saída da Cia de Jesus a educação ficou durante quase um século estagnada, só então no Império foram fundadas as primeiras escolas de formação de professores.
Em 1934, Anísio Teixeira fundou o primeiro curso de nível superior para professores e fundou o Instituto da Educação, no Rio de Janeiro, então capital do Império.
A maior contribuição brasileira à pedagogia internacional foi a invenção de um sistema de alfabetização de adultos aplicado no Rio Grande do Norte, em Sergipe e em Pernambuco, por Paulo Freire em 1950.

Projeto: Quem sou eu?

Alunos Atendidos: Crianças em fase Pré-Escolar – Pode ser adaptado aos
alunos de Educação Infantil – Períodos: I e II.
Duração: Em média quatro semanas.
Objetivos:
Ao final do projeto os alunos deverão ser capazes de:
• Saber a história de sua vida;
• Conhecer a história e o significado de seu nome;
• Desenvolver a atenção para futura identificação de partes do corpo e órgãos
dos sentidos;
• Estimular o raciocínio e a percepção visual;
• Desenvolver a imaginação e a criatividade;
• Saber maior número de palavras e expressões antes desconhecidas
( Aumento e enriquecimento do vocabulário );
• Identificar suas preferências em relação a tudo que o cerca, a sua realidade;
• Formar próprios conceitos através de descobertas e experimentações.
Culminância: Construção de um Mural coletivo e de um Álbum da vida -Individual.
“ Se uma criança vive com aceitação e amizade; aprende a
encontrar o amor no mundo.”
( Eny e Esther Sarli )
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Primeira Semana de Projeto:
• Em “rodinha” iniciar me maneira descontraída e atrativa uma dinâmica – O
Professor apresenta uma caixa, com tampa, decorada da maneira que achar
mais atraente a seus alunos e dentro de suas possibilidades – Podendo ser
caixa de sapatos, de madeira, de vime, de qualquer outro artigo que tenha
consumido, ou até mesmo um pequeno baú.
• O professor apresenta a caixa dizendo que dentro dela tem o que existe de
mais precioso, de mais importante, um verdadeiro tesouro.
• Propõe, então, uma brincadeira onde cada um terá que olhar o que tem dentro
da caixa, ver qual é este tesouro e manter segredo – Um a um devem olhar e
voltar ao lugar sem poder contar o que viu – Esta é a regra da brincadeira:
Manter segredo.
• Dentro da caixa deve conter um espelho, bem no fundo, do tamanho exato da
mesma. No momento em que a criança for olhar o tesouro verá refletida sua
própria imagem.
• A professora deve ficar atenta a cada reação individual ao deparar-se com a
própria imagem. É fundamental criar um clima de muito interesse provocando
sempre: Qual será este tesouro?
• Após todos terem visto sua imagem refletida dentro da caixa e terem tido as
mais diferentes reações, cuidando sempre para que não falem enquanto todos
não olharem, abrir então o debate, a conversa informal.
• O que vocês viram dentro da caixa? Descobriram o tesouro?
3
• Aproveitar cada resposta dos alunos, orientando-os quando necessário, mas
propiciando que se expressem.
• A conversa deve fluir até o ponto em que o professor perceber que os alunos
perceberam que eles são o tesouro – cada um deles – por isso não poderiam
contar o segredo – pois todos somos únicos – Ninguém é igual a ninguém.
Após a realização da Dinâmica do Tesouro, ainda em círculo, sentados de forma
confortável, provocar os alunos para que observem seus próprios corpos e façam
comparações: __ Quem é mais alto? Quem é mais baixo? Quem tem a mesma
altura? __Quem tem cabelos loiros? Quem tem cabelos castanhos? Quem tem
cabelos pretos? __ Quem é negro? Quem é moreno? Quem é branquinho?
__ Quem tem olhos azuis? E castanhos? __ Quem é menino? Quem é menina?
E assim propor que se agrupem de diferentes formas:
Exemplo:
__Vamos juntar todas as crianças que tem cabelo bem curtinho do lado esquerdo
em pé e todas as crianças que tem cabelos compridos do lado direito sentadas.
__Vamos juntar os meninos de um lado e as meninas do outro.
__ Agora vão pular só as crianças que tem olhos azuis ou verdes.
Assim, o professor pode ir brincando, criando diferentes situações de acordo com
a sua turma, sempre tendo como objetivo que façam comparações a partir das
diferenças e semelhanças existentes no próprio corpo e no corpo dos amigos.
Concluir a atividade quando não houver mais interesse da turma.
Num segundo momento, que pode ser no mesmo dia ou não, o professor vai
apresentar uma ficha, previamente preparada, xeroca ou mimeografada onde as
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crianças terão que completar fazendo seu auto-retrato. As informações contidas
na ficha podem ser anotadas por escrito pela professora caso a turma ainda não
seja alfabetizada, todavia, é fundamental que sejam todas discutidas
individualmente e em grupo.
Segue exemplo de face para auto – retrato e de ficha que pode ser adaptada
caso o professor ache necessário.
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Quem sou eu?
Meu nome é: ________________________________________
Tenho ____ anos. Nasci no dia ___/___/___.
Meu endereço é:
__________________________________________________
__________________________________________________
Meu telefone é: ______________.
O nome da minha mãe é:________________________________
O nome do meu pai é: __________________________________
Na minha família também tem: _____________________ que eu
gosto muito e cuida de mim.
Minha altura:__________.
Meu peso: ____________.
Cor dos olhos: _________________.
Cor dos cabelos:________________.
Meu auto-retrato:
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Desenho no bolo o número de velinhas correspondentes à sua idade:
A seguir mais algumas sugestões de
atividades sistematizadas, afim de
serem xerocas ou mimeografadas pelo
professor com intuito de ir juntando
material para o Álbum da Vida do
aluno:
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Pinte as figuras com a cor correta:
Meus olhos: Meus cabelos:
Escreva o seu nome da forma em que você sabe:
Quantas letras tem o seu nome? Conte e cole uma bolinha de papel
crepom da sua cor preferida para cada letra :
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Importante:
Chegando nesta etapa o professor deverá iniciar um trabalho criando uma
identidade entre a criança e a escrita de seu nome. Seguem algumas sugestões
de atividades práticas que podem ser realizadas durante este projeto ou até
mesmo no decorrer de todo o ano letivo. Sugerimos que para o projeto em si:
Quem sou eu? Sejam escolhidas no máximo 3 das atividades propostas: História
do nome, Dança da Cadeira e mais uma a escolha do professor de acordo com o
nível da turma. Mas, ficam as sugestões para trabalhos posteriores.
A construção da escrita do nome, na Educação Infantil, é vista como um
grande caminho a ser percorrido pela criança.
O nome próprio de uma criança é seu marco de identificação e, por isso, é
tão valorizado por ela. É por esse motivo que o trabalho com o nome próprio gera
uma relação de identidade da criança com a escrita.
É fundamental, para a construção da escrita do nome que a criança saiba
que desenhar é diferente de escrever a partir desta diferenciação que a criança
começa a se dar conta de que precisa algo mais do que um desenho para poder
escrever o seu nome, e então começam a aparecer em seus trabalhos as
tentativas da escrita, a qual pode estar representada por “risquinhos”, “bolinhas”,
“cobrinhas”...
A primeira letra do nome próprio é sempre a mais reconhecida e escrita
pelas crianças antes das demais. Muitas chegam a estabelecer uma relação de
identidade que, em geral, as faz chamá-la de minha letra. É sempre aquela que
reconhecem mais depressa em diferentes textos, cartazes, otdoors e outros.
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A visualização é um mecanismo que faz parte da construção da escrita. Por este
motivo é importante que os nomes estejam fixados nos gradis, nos materiais, nas
lancheiras, nos crachás.
Ao identificar seu nome e observá-lo escrito em diferentes locais e
materiais, a criança, consequentemente, o memoriza. A partir de então inicia-se
seu relacionamento com a escrita como representação de sua identidade,
auxiliando-a a ver-se como um indivíduo que possui identificação. Por isso seu
nome é tão importante. É um marco identificatório.
O modelo da escrita do nome em diferentes materiais informa à criança
sobre quais são as letras e qual a quantidade necessária de letras para escrevêlo,
além de informar a posição e a ordem em que aparecem no seu nome.
É importante, nesse trabalho, a busca de semelhanças e diferenças, as
posições das letras, os diferentes modos de escrita.
É interessante desafiar a criança nesta questão. Por exemplo: “Pus a
primeira letra do nome de Camila. Onde ponho a segunda? Aqui ou aqui”?
( indicando à direita ou à esquerda da letra C ). Este tipo de desafio auxilia a
criança na direcionalidade da escrita, deixando um pouco de lado as letras
espelhadas tão comuns nas séries iniciais.
O sujeito é um construtor dos seus conhecimentos e nesse processo passa
por etapas importantes que vão da visualização até o reconhecimento da escrita
em diferentes lugares e formas.
O objetivo maior do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é
fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um
nome que é só seu, além de propiciar a aprendizagem da escrita.
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A seguir apresentarei algumas atividades e brincadeiras que auxiliam o processo
de construção da escrita do nome:
Sugestões de Atividades Práticas:
1 – História do nome.
Objetivo: Conhecer a origem do seu nome.
Material: Folhas de papel ofício.
Procedimento:
• Propor às crianças que façam uma entrevista com os seus pais, procurando
saber qual a origem dos seus nomes.
• Montar com os alunos uma ficha para auxiliá-los na entrevista, incluindo
perguntas tais como: - Quem escolheu meu nome? - Por que me chamo
.....? O que significa ..... ?
• Combinar com a turma o dia do relato e como ele será. ( A escolha do
professor)
Sugestão de Atividade: Contar a história do seu nome aprendida com a entrevista
e ilustrá-la.
Interessante: Em papel pardo o professor poderá registrar o nome de todos e uma
síntese da origem do mesmo e fixar no mural.
Observações: Todos deverão trazer a entrevista no dia marcado, oportunizando o
desenvolvimento da responsabilidade desde pequenos, e, caso isso não aconteça,
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o professor deverá estar preparado e saber qual atitude tomar frente a este
problema.
2 – Fichário:
Objetivo: Conhecer a escrita do seu nome com diferentes formas gráficas.
Material Necessário: Fichas do mesmo tamanho e formato e uma caixa de
sapatos.
Procedimentos: Montar na sala de aula um fichário com cartões que apresentem
diferentes formas de escrita do nome próprio: Com letra de imprensa maiúscula,
letra de imprensa minúscula, letra cursiva. Deixando claro à criança que existem
diferentes maneiras para escrever o seu nome, mas todas querem dizer a mesma
coisa.
Combinar com a turma o momento e o modo como deverão utilizar as fichas. ( De
acordo com o professor) – Pode ter em cada ficha uma foto 3x4 da criança.
Sugestão de Atividades: Identificar o nome – Escrever o nome.
3 – Lista de Palavras:
Objetivo: Identificar em diferentes palavras a letra inicial do seu nome.
Materiais: Tesoura, Revistas, Jornais, Folhetos, Cola, Folhas de ofício.
Procedimentos:
• Explorar com a classe a letra inicial do nome.
• Listar outras palavras que também iniciem com aquela letra.
• Propor que pesquisem em jornais, revistas e folhetos outras palavras que
também iniciem com a letra do seu nome.
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• Recortar e colar as palavras em folhas de ofício.
• Ler com a turma as palavras encontradas e juntos procurar o significado.
Sugestão de Avaliação: Reconhecer, em lista de palavras, aquelas com a letra
que inicia o seu nome.
Observações: O professor pode propor à turma que cada dia um traga de casa
uma palavra que inicie com a letra do seu nome e em aula encontrem o
significado. Este tipo de atividade desperta no aluno um interesse maior pela
pesquisa e aumento do vocabulário.
4 – Letras Móveis:
Objetivo: Conhecer as letras e escrever seu nome através de brincadeira.
Material: Letras móveis que podem ser de madeira, EVA, papelão e etc...
Procedimentos:
• Deixar expostas na sala as letras para haver um contato maior por parte das
crianças com o material.
• Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras
para a tentativa da escrita de seus nomes.
Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome numa brincadeira.
Observações:
• Este material permite à criança fazer uma correspondência de letras, posição e
ordenação das mesmas.
• Se as letras forem de papel ou papelão, seria interessante que as crianças
ajudassem na confecção do próprio material, orientadas pelo professor.
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5 – Bingo:
Objetivo: Conhecer as letras que compõem a escrita de seu nome através do jogo.
Materiais: Cartelas de cartolina ou papelão; tampinhas de garrafa ou pedrinhas
para marcar as letras; folhas de desenho; fichinhas com as letras dos nomes; cola;
papel colorido ( para fazer bolinhas de papel ) ou palitos de fósforo usados.
Procedimento:
• Cada criança receberá uma cartela com a escrita do seu nome.
• O professor sorteará as letras, dizendo o nome de cada uma delas para que as
crianças identifiquem-as. Cada letra sorteada deverá ser marcada na cartela
caso haja no seu nome. Assim que a cartela fôr preenchida o aluno deve gritar:
BINGO!
• Logo que terminarem o jogo, será proposto um relatório realizado
individualmente, com a distribuição de fichinhas com as letras do nome ( Uma
ficha para cada letra) entregues fora de ordem.
• As crianças deverão ordenar as fichas, compondo os eu nome, e colocá-las em
uma folha de ofício.
• A professora pede que contem quantas letras há na escrita dos eu nome e
propõe que colem a quantidade representativa em palitos de fósforos ou
bolinhas de papel, na folha.
Sugestão de Avaliação: Reconhecer em fichinhas as letras que fazem parte da
escrita do seu nome.
Observação: É interessante que se repita o jogo várias vezes no decorrer das
atividades antes de se propor o relatório.
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6 – Dança da Cadeira:
Objetivo: Reconhecer a escrita de seu nome dentre a escrita dos nomes de todos
os colegas.
Materiais: Fichas com a escrita de todos os nomes ( uma para cada nome ) e
cadeiras.
Procedimentos:
• O professor propõe às crianças que façam um círculo com as cadeiras.
• Depois distribui as fichas com os nomes para que as crianças fixem-as nas
cadeiras.
• Inicia-se a dança das cadeiras onde ao término da música cada um deverá
sentar na cadeira onde consta a ficha com o seu nome.
Sugestão de Avaliação: Realizar a brincadeira diversas vezes sempre trocando as
cadeiras de lugar.
7 – Corrida dos Balões:
Objetivo: Escrever seu nome.
Materiais: Balões numerados, fichas com número de acordo com os balões e com
nomes e giz.
Procedimentos:
• Formar as crianças em duas filas.
• Distribuir uma ficha com um número para cada criança.
• Dado o sinal, uma de cada vez corre até os balões e estoura aquele que tiver o
seu número. Dentro estará uma ficha escrito o seu nome.
• A criança deverá ler altos eu nome e reproduzi-lo no chão utilizando o giz.
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8 – Jogo dos Dados:
Objetivos:
• Integrar-se ao grupo, sabendo esperar sua vez de jogar.
• Reconhecer as letras do seu nome.
• Ordenar as letras que compõem seu nome.
Materiais:
• Tabuleiros com quadrinhos necessários para a escrita do nome em branco.
• Dados com as letras dos nomes dos componentes do grupo.
• Fichinhas com as letras.
Procedimentos:
• Distribuir os alunos em pequenos grupos.
• Combinar com os grupos que apenas uma criança por vez jogará um dado,
identificando qual a letra sorteada. Se esta fizer parte dos eu nome, deverá
pegar a fichinha correspondente e colocá-la no tabuleiro.
Sugestões de Avaliação: Participar atentamente do jogo e identificar as letras do
seu nome.
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9 – Sapata ou Amarelinha:
Objetivo: Reconhecer as letras que compõem seu nome.
Materiais: Pedrinhas e giz.
Procedimentos:
• Cada aluno irá traçar no pátio da escola sua amarelinha. Neste momento, uma
amarelinha será diferente da outra, quando os nomes não possuírem a mesma
quantidade de letras.
• Utilizando a pedrinha marcarão a letra que não deverão pular.
• O professor pode aproveitar a ocasião para questionar o aluno: Qual a letra
que vem primeiro? E depois qual será?
Sugestão de Avaliação: Escrever seu nome após pular a amarelinha.
Observação: Este tipo de brincadeira trabalha a ordem da escrita do nome,
possibilitando ao aluno identificar qual a primeira letra, qual a segunda, e assim
por diante até formar seu nome.
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Idéia:
Com o trabalho da História do nome de cada aluno é interessante que sejam
pesquisados os diferentes significados dos nomes de cada um e seja
montado um mural com os mesmos: ilustrações feitas pelas crianças, a forma
que sabem escrever o nome, o desenho de seu nome, seu auto-retrato, fotos
das crianças – Este fica a critério do interesse e da criatividade do professor.
É um tema rico, importante e que, certamente, encantará aos responsáveis e
a toda equipe da escola exposto num belo mural.
Aproveite esta idéia e dê na montagem do mural uma originalidade,
mostrando a sua personalidade e a de sua turma.
Você pode e deve tirar um dia somente para a realização desta tarefa .
É fundamental a participação das crianças em cada detalhe.
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Segunda Semana de Projeto:
Preferências:
• Através de uma conversa informal o professor deve pedir que cada aluno fale
um pouco sobre seu dia-a-dia.É importante deixar que as crianças se
expressem livremente contando casos vividos em casa, em passeios, com a
família etc.
• Num segundo momento oferecer uma folha em branco, revistas diversas,
ilustrações diversas, e propor q façam uma montagem de recorte e colagem de
tudo que encontrarem que parece com o seu dia-a-dia, com a sua vida, a sua
realidade.
• Realizado a trabalho o professor junta para também adicionar ao Álbum da
Vida – colocando por escrito além do nome da criança qual foi a proposta da
montagem de recorte e colagem.
• Num outro dia, então, explorar as preferências de cada aluno: Brincadeira
preferida, brinquedo preferido, comida preferida, lugar que mais gosta de estar,
animal preferido, programa de TV preferido, artista preferido, música preferida,
personagem de história infantil preferido, filme preferido, amigo que mais
gosta, esporte preferido, cor preferida etc.
• É interessante registrar de forma sistematizada para também constar no Álbum
da Vida – em anexo segue modelo de sistematização que poderá ser xerocada
ou mimeografada.
• A montagem de um painel com as preferências é uma idéia bem legal e que,
também, certamente, agradará à todos. Use a sua imaginação e aproveitando
a idéia e os materiais que tem a disposição crie um lindo mural com o tema: As
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coisas que eu mais gosto ou As coisas que nós da turma tal mais gostamos ou
Nossas Preferências.
• No Álbum da Vida podem ser adicionadas: fotos das crianças em diferentes
momentos: no banho, brincando, na escola, dormindo, comendo... Como,
também, pode ser utilizada um técnica artística de pintura, cola colorida ou
outra para a capa, que deve ser de papel mais resistente – cartão no caso –
com o título: Álbum da vida – ali todos os trabalhos sistematizados serão
acoplados e deverão ser encadernados ou presos com bailarinas, grampos,
etc.
Brincadeira Legal:
Já que estamos trabalhando a individualidade de cada um pode ser realizada a
brincadeira: Quem é? Onde o professor vai dando dicas de características físicas,
de personalidades, caráter, hábitos, pertences de um aluno e todos terão que
descobrir quem é.
Tal brincadeira pode ser repetida quantas vezes o professor achar prudente e de
acordo com o interesse da turma.
Deverá ser estabelecido o que “premiar” para quem acertar. É diversão garantida!
Conclusão:
Os alunos devem perceber e compreender que cada pessoa é única, é diferente
das outras.
As pessoas podem até ter algumas coisas em comum, como cor da pele,
preferência por um tipo de música, uma opinião, mas são diferentes das outras em
outros aspectos. Ninguém é exatamente igual a ninguém!
Levar os alunos a refletirem sobre algumas pessoas que não aceitam as
diferenças: de cor de pele, religião, outros gostos... Até concluírem que isso não é
legal.
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O objetivo é os alunos perceberem, também, que como cada pessoa é diferente
das outras, tem seu modo de pensar, de agir, os fatos que são importantes para
alguém podem não ser para outra pessoa. Cada um tem seu Álbum da Vida, sua
história.
Aproveite o Álbum da vida para trabalhar noções de anterioridade e
posterioridade, levando-os a perceber, que seu álbum é uma forma de registro de
sua vida, uma fonte da qual se pode obter informação sobre ela quando estiver
mais velha.
Sugestões de trabalho com músicas no projeto:
• Sugerimos que sejam ouvidas, cantadas e dançadas
pela turma as músicas preferidas de cada um.
• Sugerimos, também, a brincadeira: Canoa Virou.
• Caso haja algum nome de aluno na turma que exista uma música conhecida,
esta também pode ser ouvida – não esquecendo de levantar a questão:
Quando duas ou mais pessoas tem os nomes iguais, os mesmos nomes, como
fazemos para identificá-las? Exemplo: Esta música foi feita a Luciana que faz
parte de nossa classe ou para outra menina chamada Luciana?
• Em um dos CDs que acompanha o projeto temos a música: Pula Corda –
interpretada pela cantora e apresentadora infantil Eliana onde um trabalho de
análise da letra: a preferência de uma criança pela brincadeira de pular corda,
pode criar um ambiente alegre e propiciar momentos de prazer dentro do
projeto do tema gerador.

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Sugerimos que ao término do trabalho com o Projeto Quem sou eu seja iniciado o
trabalho de esquema corporal e órgãos dos sentidos:
Com os Objetivos:
No final do projeto os alunos deverão ser capazes de:
• Identificar todas as partes do corpo;
• Conhecer as partes do corpo;
• Reconhecer os sentidos;
• Identificar e diferenciar as partes do próprio corpo com as partes do corpo dos amigos;
• Vestir-se e desvestir-se sozinha;
O professor deverá:
• Estimular as crianças a: rolar, agarrar, sentar, engatinhar, andar em um pé só, andar
sobre linhas – Trabalhando assim atividades de Psicomotricidade;
• Estimular o raciocínio e a atenção;
• Estimular a Socialização
• Estimular as crianças a explorar todos os 5 sentidos de forma ambrangente.
Culminância:
• Ginástica orientada com músicas;
• Montagem de um mural e de dois bonecões para brincar e enfeitar a sala de aula.
“O coração da criança é campo favorável a semeadura do bem”
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Iniciando a segunda etapa do projeto com outra dinâmica...
Auto-retrato:
Objetivo:
• Explorar a forma corporal como veículo de mobilização da fantasia e da criação.
Desenvolvimento:
• Num primeiro momento organizar a turma em trios e propor a brincadeira do “João
Bobo” – Em que um aluno fica no centro com o corpo rígido deixando-se movimentar
para frente e para trás pelos dois colegas.
• Numa segunda brincadeira, ainda nos trios, propor que um aluno seja uma
“marionete”- deixando os outros dois colegas manipularem seu corpo, adaptando-o a
diferentes posições, de acordo com situações ou sentimentos que queiram expressar.
Sugerir que revezem dentro do grupo de três.
• Numa terceira brincadeira o professor deve orientar, com uma música clássica ao
fundo, que os alunos, de olhos fechados, toquem cada parte do corpo: cabeça,
cabelos, rosto, braços, mãos, pernas, pés, barriga etc.
• Em seguida, cada aluno deitará em uma folha grande o suficiente para que a
professora ou os colegas contornem o perfil do seu corpo;
• Todos com seus perfis contornados deverão completar a figura de seu corpo
acrescentando detalhes que o identifiquem;
• É interessante que tenha um espelho grande, onde o aluno consiga se ver inteiro e
observe cada detalhe antes de desenhar;
• Concluir com a montagem de um mural com os auto-retratos do tamanho natural das
crianças.
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Na “rodinha”:
• Num segundo momento o professor deve conversar de forma informal sobre cada
parte do corpo: boca, nariz, orelhas, braços, mãos, tronco, pernas, pés...
Para que servem? – O professor deve provocar as crianças com esta pergunta para
Cada parte do corpo que for citada.
• Deixar que os alunos se expressem livremente, fazendo as devidas colocações e
orientações.
• Ao fim da conversa sugerimos o trabalho com as músicas já bastante conhecidas em
sala de aula, as quais as crianças adoram e encontram-se em um dos CDs que
acompanha o presente projeto:
1 - Partes do Corpo:
Cabeça, ombro, joelho e pé.
Cabeça, ombro, joelho e pé.
Olhos, ouvidos, boca e nariz.
Cabeça, ombro, joelho e pé.
• Cantar a música dramatizando-a;
• Pedir que as crianças mostrem as partes do corpo em si e nos amigos;
• Mostrar gravuras e pedir que indiquem as partes do corpo.
2 - Pop Pop:
Coloque a mão para frente,
Coloque a mão para o lado,
Coloque a mão para frente,
Balança ela agora
Eu danço pop pop
Eu danço pop pop
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Eu danço pop pop
Assim é bem melhor!
( Repetir com todas as partes do corpo possíveis. )
• Cantar a música dramatizando-a .
3 - Remexo:
Ponha a mão na cabeça
Ponha a mão na cintura
Dá um abraço no corpo
Dá um abraço doçura
Sai sai sai Oh! Piaba Sai lá da lagoa.
• Cantar a música dramatizando-a.
Relaxamento...
Aproveitar a excelente fase da cantora e apresentadora Xuxa e do estímulo que provoca
nas crianças, concluir com o relaxamento da música: Feche os olhos – Do CD Xuxa só
para baixinhos 1 – Contém em um dos CDs que acompanham o presente projeto.
Se meu corpo falasse...
Ler de maneira lúdica e agradável um ou mais livros da coleção CORPIM de Ziraldo.
Comentar com os alunos o tema principal dos livros: As partes do corpo e seus
sentimentos, pensamentos, ações, ideais e planos futuros.
Propor aos alunos que imaginando a voz de cada parte do corpo respondam perguntas
como: Se o nariz falasse, o que ele diria?
E o dente cariado? E os seus pés depois de você andar muito? E a barriga quando você
come demais?
Após esta etapa, quando o grupo estiver bastante incentivado pedir que as crianças
façam perguntas para as partes do corpo dos amigos.
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Deixar que as crianças expressem suas idéias, pensamentos, elaborem suas frases,
intervindo o menos possível – mas estimulando sempre, mostrando interesse na
brincadeira.
Em um segundo momento o professor – dinamizador deve propor que a turma divida-se
em grupos monte os quebra-cabeças das partes do corpo – Modelo em anexo.
Deixar que os alunos montem e desmontem enquanto houver interesse.
É interessante apresentar um cartaz com as partes do corpo e deixar fixo na sala de aula.
Montar bonecos articulados com as crianças, fazendo-as pintar, e deixar que brinquem a
vontade por algum tempo – Modelos em anexo.
Os Sentidos...
Já tendo explorado bastante as partes do corpo, observado no espelho, dançando,
tocando-o, relaxando... Passar para a segunda fase do projeto: Explorar os sentidos.
• Visão: Mostrar figuras coloridas pequenas, médias e grandes; figuras
preta e brancas pequenas, médias e grandes; mostrar de longe, de
perto, de muito perto – sempre perguntando o que estão vendo e como. Provocar os
alunos para que percebam a importância da visão. E repetir a pergunta: Para que
servem nossos olhos?
• Audição: Brincar de identificar sons de instrumentos, da natureza,vozes,
barulhos em geral; falar bem baixinho, falar alto, propor que todos
sussurrem, gritem, fiquem em silêncio. Enfim, através de diversas
brincadeiras provocar para que percebam a importância dos ouvidos e da audição.
Repetir a pergunta: Para que servem nossos ouvidos?
• Olfato: Brincar de distinguir diferentes cheiros de olhos vendados – Dizer
cheiros que agradam e os que desagradam - provocando-os até
perceberem a importância de nosso nariz, de nosso olfato.
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• Paladar: Brincar de provar diferentes tipos de alimentos de olhos
vendados – provocando-os até perceberem a importância da língua, de
nosso paladar.
• Tato: Brincar de sentir diferentes texturas: algodão, lixa, esponja, água fria, água
morna, gelo etc.) – provocando-os até perceberem a importância do tato,
de sentir o toque. O professor pode criar uma caixa fechada com um
buraco apenas para caber as mãos das crianças, e dentro dela devem
conter diferentes materiais onde poderão tocar e dizer o que sentem se é
macio ou áspero. Outra brincadeira legal é: de olhos fechados, descobrir em que parte
dos eu corpo o colega está tocando.
Brincar com o corpo e com os sentidos...
O professor deve propiciar atividades diversas de Psicomotricidade:
• Pular em um pé som ao ritmo de uma música;
• Andar em cima de uma linha traçada no chão com uma bola na mão;
• Subir e descer escadas ao ouvir determinados sons;
• Engatinhar, saltar, com ritmo ou livremente;
• Virar cambalhota com auxílio do professor em um colchonete;
• Vestir e desvestir-se, com a roupa pedida, a cada ordem do professor;
• Dançar em diferentes ritmos;
• Pular entre bambolês;
• Imitar animais;
• Andar em curvas;
• Arremessar e agarrar bolas;
• Brincar de Chefinho mandou;
• Brincar de Morto-Vivo;
• Brincar de Estátua;
• Brincar de cabra-cega;
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• E inúmeras outras atividades de acordo com a necessidade da turma, material
disponível, tempo e desejo do professor...
Sugestões de Alguns Jogos de Trabalho com corpo e explorando os sentidos:
1 – Caçador de tartarugas:
Os jogadores dispersam-se pelo pátio: são as tartarugas. Ao sinal, o caçador sai correndo
para pegar as tartarugas. Estas evitarão ser apanhadas deitando-se de costas, pernas e
braços encolhidos, imitando tartaruga deitada de costas. Enquanto estiverem nesta
posição, não poderão ser caçadas. O jogador que for apanhado será eliminado.
2 – Jogo das Cores:
Sentados em círculos, os alunos devem aguardar a indicação do professor.
Ao indicar uma cor, exemplo: verde – Todos devem sair correndo e tocar em algo da cor
indicada.
3 – Me dá um abraço:
Os alunos devem estar distantes um do outro. Ao sinal especificado: Três palminhas
dadas pelo professor, por exemplo, todos devem correr e encontrar um amigo para
abraçar.
4 - Lobos e Carneirinhos:
Formação: Traçar no chão duas linhas afastadas cerca de 20 metros uma da outra. As
crianças são divididas em dois grupos: lobos e Carneirinhos. Cada grupo se coloca atrás
de uma linha. O grupo dos lobos fica de costas para o grupo dos Carneirinhos.
Desenvolvimento: Ao sinal do professor, os Carneirinhos saem a caminhar, o mais
silenciosamente possível, em direção aos lobos. Quando estiverem bem próximo deles o
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professor diz: “Cuidado com os lobos”!Estes, então, voltam-se rapidamente em partem em
perseguição aos Carneirinhos. Os Carneirinhos apanhados antes de alcançar a linha
original ( de onde vieram) passam a ser lobos. Na repetição da brincadeira invertem-se os
papéis.
Sugestão: Antes de proporcionar essa brincadeira, é interessante que se explore o que se
sabe e se discuta sobre esses animais: Como são? Quem já viu um carneirinho? Quem já
viu um lobo? Onde? Quando? Se viu, o que achou do animal? Vamos imitar um lobo?
Vamos imitar um carneirinho?
O professor deve explorar o tema de acordo com o interesse das crianças.
5 - Onça Dorminhoca:
Formação: Formar com os alunos uma roda grande. Cada criança fica dentro de um
pequeno círculo desenhado sob os pés, exceto uma que ficará no centro da roda, deitada
de olhos fechados. Ela é a Onça dorminhoca.
Desenvolvimento: Todos os jogadores andam a vontade, saindo de seus lugares, exceto
a onça dorminhoca que continua dormindo. Eles deverão desafiar a onça gritando-lhe:
“Onça dorminhoca”! Inesperadamente, a onça acorda e corre para pegar um dos lugares
assinalados no chão. Todas as outras crianças procuram fazer o mesmo. Quem ficar sem
lugar será a nova Onça dorminhoca.
Sugestão: O professor poderá proporcionar um estudo sobre a onça, de acordo com o
interesse das crianças: Quem já viu uma onça?
Aonde? Quando?
Como ela é? Como vive? O que come?
Quem quer imitá-la?
Confeccionar uma máscara de cartolina ou papelão para aquele que fará o papel da onça.
Partindo deste estudo, a criança, quando for desenvolver a atividade, criará um
personagem seu relativo à brincadeira.
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6 - Corrida do Elefante:
Formação: As crianças andam à vontade pelo pátio. Uma delas separada utiliza um braço
segurando com a mão a ponta do nariz e o outro braço passando pelo espaço vazio
formado pelo braço. ( Imitando uma tromba de elefante).
Desenvolvimento: Ao sinal, o pegador sai a pegar os demais usando somente o braço que
está livre ( O outro continua segurando o nariz). Quem for tocado transforma-se também
em elefante, logo, em pegador, adotando a mesma posição. Será vencedor o último a ser
preso.
Sugestão: As crianças, durante a brincadeira podem caminhar como um elefante.
Sempre é bom...
• Trabalhar com parlendas, adivinhas, trava-línguas;
• Desenhar livremente ou de maneira orientada – Exemplo: Desenhe seus olhos.
• Trabalhar pesquisas. Deixar que as crianças recortem e colem diferentes
figuras de corpo humano;
• Usar as cantigas e brincadeiras de roda;
• Modelar bonecos, procurando colocar todas as partes do corpo;
Para finalizar o projeto sugerimos a criação de um boneco do tamanho das
crianças feito de sucata – Nomeá-lo, listar suas características de
personalidade e caráter, cada parte do corpo que for sendo criada o
professor aproveita para revisar tudo que já trabalharam.
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Ao término do trabalho de identidade ( Quem sou eu? ) e Esquema
Corporal e Órgãos dos Sentidos sugerimos um trabalho voltado para a Sociedade,
o mundo que os cerca:
Os conteúdos tratados no tema Sociedade podem ser recolhidos da
própria realidade de cada comunidade. Os temas envolvem conhecimentos sobre
a vida social, os hábitos e costumes de seu grupo e de outros grupos, no presente
e no passado, além do estudo dos lugares e das paisagens. Os conceitos são
abordados no sentido de os alunos adquirirem competências que lhes permitam
incorporar noções de tempo e espaço.
Nesse conjunto, as competências que as crianças devem desenvolver
são:
• Capacidade de perceber-se como ser social, que possui uma história,
vinculada à história de seus familiares;
• Reconhecimento dos componentes da paisagem natural e das
transformações provocadas pela ação humana;
• Desenvolvimento do espírito crítico em relação à situações que
vinculam aspectos sociais e ambientais;
• Reflexão sobre as experiências do cotidiano e capacidade de
interpretá-las como fenômenos sociais.
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Como explorar?
• A família e seu funcionamento. Registrar em desenhos a composição
do próprio grupo familiar. Entrevistar os membros da comunidade de
sua turma para identificar os diferentes tipos de formação familiar.
• Conversas com os responsáveis para conhecer as atividades a que se
dedicam e o trabalho que realizam. Experiências de passeios, festas,
convivência familiar trazidas para o ambiente escolar para serem
compartilhadas entre os colegas. Organização de murais com fotos de
diferentes tipos de constituição familiar. Pesquisas em jornais e
revistas para recolher material que trate do tema família.
• Amizade é um tema bastante apreciado pelas crianças. As amizades
formam-se em diferentes comunidades; na escolar, pode-se discutir a
necessidade de brincar com todos os colegas, a diversidade na
formação dos grupos de interesse, os motivos pelos quais se escolhem
sempre as mesmas pessoas, as vantagens e desvantagens de
estarmos entre pessoas que defendem pontos de vista diversos. O
universo fantástico também é um bom tema para ser tratado. “O que
você gostaria de ser? Quem seriam seus amigos nessa situação? Por
que você escolheria essas pessoas?” Sem esquecer a leitura de textos
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que tratam do tema, as canções e brincadeiras que envolvem as
crianças.
• A escola, seus membros e seu funcionamento, é um tema que deve
ser desencandeado pela observação da própria comunidade escolar.
Os diferentes profissionais que atuam no lugar, as dependências
internas e externas, a distribuição dessas dependências no espaço, os
comportamentos esperados em cada um deles, a presença ou não da
natureza (bem ou mal cuidada) no ambiente escolar, os componentes
naturais e os componentes criados pelas pessoas. Conversas com os
profissionais da escola para reconhecer as atividades a que se
dedicam e o trabalho que realizam.
• Os temas referentes ao lugar são trabalhados em conformidade com
que entendemos pela categoria lugar, ou seja, os espaços com os
quais as pessoas têm vínculos afetivos, onde estão as referências
pessoais de cada um. Nesse sentido, envolve também o lugar da
moradia, o lugar onde está localizada a escola, o lugar onde se transita
para ir de um lugar a outro, a rua, a avenida, a praça, o jardim, o bairro.
• Os trabalhos com lugar envolvem noções de espaço e de
representação. Em relação às noções de espaço, procurou-se abordar
as questões referentes à respectiva (visão do alto e visão frontal) e à
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posição (em cima, embaixo, do lado direito, do lado esquerdo). As
representações começam a ser concebidas com desenhos da casa na
rua, da escola na rua, da sala de aula na escola, do caminho que se
percorre de casa até a escola, entre outros.
Um bom subsídio para o conhecimento da realidade escolar e da clientela
com a qual atuamos é a ficha de anamnese, em que estão registrados os dados
pessoais da criança e sua família. Esse conhecimento preliminar facilita o trabalho
do professor e o planejamento escolar, já que a realidade de cada criança da
comunidade está expressa nela.
Oferecemos um modelo de ficha para ser adaptado a cada realidade
escolar, desde que a escola e/ ou professor não tenha um registro completo do
aluno.
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A criança e sua família
Nome:__________________________________________________
Data de nascimento: _________________ Local:________________
Endereço: ________________________________________________
Telefone: _______________________ celular:___________________
e-mail:___________________________________________________
Nome da mãe:____________________________________________
Data de nascimento: _________________ Local:_______________
Grau de escolaridade:____________________
Profissão:______________________________
Local de trabalho: ________________________________________
Horário:_________________________
Telefone Comercial:_______________
Nome do pai:____________________________________________
Data de nascimento: _________________ Local:_______________
Grau de escolaridade:_____________________
Profissão:_______________________________
Local de trabalho: ________________________________________
Horário:_________________________
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Telefone Comercial:_______________
Nome e idade dos irmãos e irmãs:
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
Escola (s) que freqüenta (m):_________________________________
Outras pessoas da família que vive com a criança:
Outras pessoas que cuidam da criança:
________________________________________________________
Histórico da Gestação:
Tipo de parto:_____________________________________________
Tempo de gestação: normal ( ) prematuro ( )
Problemas após o parto:_____________________________________
________________________________________________________
________________________________________________________
Histórico Pós - nascimento:
Tipo de aleitamento: leite materno ( ) leite industrializado ( )
Desenvolvimento:
distúrbios intestinais ( ) distúrbios respiratórios ( )
alergias ( )
Distúrbios do sono ( ) distúrbios sensoriais ( ) distúrbios motores ( )
Enfermidade grave:_____________________________
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Ocorrida em: _____________________________________________
Por quanto tempo?
__________________________________________________
Seqüelas:________________________________________________
Cuidados necessários até hoje:
HÁBITOS DE VIDA:
Início de:
ingestão de alimentação sólida:____________________________
dentição:______________________________________________
Fala de primeiras palavras:________________________________
Quais foram? __________________________________________
Primeiros passos sozinho:________________________________
Autonomia ao alimentar-se:________________________________
Fim de fraudas:_______________________________________
PREFERÊNCIAS:
Alimentos preferidos:____________________________________
Alimentos que recusa:___________________________________
Ao dormir prefere iluminação ou prefere escuro?______________
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Objetos que costuma usar ao dormir:_______________________
Medos?______________________________________________
Necessidades físicas?___________________________________
Costuma dormir sozinho ou acompanhado? __________________
Dorme no decorrer do dia? Em que horário?__________________
AUTONOMIAS E DEPENDÊNCIAS:
Ao se vestir:_________________________________________
Para higiene pessoal:__________________________________
Ao usar o banheiro:____________________________________
Ao caminhar:_________________________________________
HÁBITOS FAMILIARES:
Em que lugar da casa costuma ficar mais tempo:_______________
Quais brinquedos costuma usar? ___________________________
Quais brincadeiras prefere?________________________________
Em casa, passa a maior parte do tempo só ou acompanhado? Por
quem?___________________________________________________
Quanto tempo assiste à televisão?_____________________________
tem livros e revistas à disposição? Interessa-se por eles?___________
Prefere ficar dentro ou fora de casa? Onde?
________________________________________________________
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CARACTERÍSTICAS PESSOAIS:
Freqüentou outros lugares antes?
Creches ( ) berçários ( ) escola maternal ( )
Costuma conviver mais com:
crianças ( ) adultos ( )
quem são essas pessoas?_________________________________
ATITUDES, HABILIDADES E COMPORTAMENTOS:
Chora facilmente?___________________________
Motivos principais:___________________________
Costuma ser:
obediente?____________________________
Cordial?______________________________
Atento?_______________________________
Destemido?____________________________
Independente?__________________________
Nervoso?______________________________
Brincalhão?____________________________
Sorridente?____________________________
Expansivo?____________________________
Tímido?
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Ciumento?_____________________________
Possessivo?____________________________
Como se comporta ao:
Subir e descer escadas?________________________________
Usar os talheres?______________________________________
Usar seus objetos pessoais?_____________________________
Enfrentar uma situação nova?____________________________
Iniciar novos relacionamentos?___________________________
Conversar com alguém?________________________________
Escutar histórias, ouvir música, ver televisão?___________________
Enfrentar uma situação nova?________________________________
Revelar seus desejos?______________________________________
Fazer-se compreender em desejos e vontades?__________________
OUTRAS INFORMAÇÕES:
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
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Lembramos que o presente material não foi elaborado com intuito de
fazer chegar às mãos dos professores “receitas mágicas” mas sim
exemplos, modelos, dicas, idéias para que o professor refletindo sobre
sua prática diária possa desenvolver seu trabalho de forma que este
seja prazeroso e significativo para os alunos.
Mantenha os créditos sempre que repassar algum material
Autoria do Projeto: Paty Fonte
Contatos:
( 0xx21) 3367-3780 / 3367-3781
projetosdinamicos@superig.com.br
( 0xx21) 9275-9913
www.projetospedagogicosdinamicos.com

 
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